sábado, 29 de setembro de 2007

Protestos na Birmânia

Myanmar, ou ainda Pyidaungzu Myanma Naingngandaw (só peça-me a pronuncia) era a antiga repúblicaq da Birmânia, que teve seu nome alterado em 1989, logo após um golpe militar que levou ao poder o general Saw Maung, cujo grupo está no podere até hoje. A história de golpes militares na Birmânia começou se não me engano em 1962, e esse golpe de 1988 sucedeu o antecessor (tristemente óbvio). Em 1990 após a tentativa de se elaborar uma constituição com um parlamento de oposição fracassa e leva o país a mergulhar em um caos político e econômico. Na ocasião, as manifestações são violentamente repreendidas pela polícia, endossando uma história de torturas e prisões políticas que assombra o país, com prisão de opositores e a censura da imprensa.
No final do Verão de 2007, por todo o país, monges e populares iniciaram um protesto contra a degradação da economia e a situação difícil. Myanmar, que é um dos mais pobre países asiáticos, cortou subsídios aos combustíveis, o que causou a paralisia do fraco sistema económico. A polícia reprime as manifestações pacíficas de maneira extremamente beligerante. Vários mortos e centenas de prisões é o saldo de uma das políticas mais repressivas dos últimos anos ao redor do mundo. Os Estados Unidos, a União Européia e vários países asiáticos apressaram-se em condenar as ações do governo militar. Já a China pediu "calma" ao governo e aos manifestantes. O veto chinês impediu uma imediata condenação de Myanmar no Conselho de Segurança da ONU. Sempre que têm monge budista protestante a China é contra?

O impeachment

Há exatos 15 anos realizava-se no Brasil o 1º impeachment de um presidente de uma nação, a palavrinha deverás complicada ficou fácil de se pronunciar e era cantada pelas ruas tomadas por estudantes vestidos de preto, com as caras pintadas e um "quê" anárquico...lembra-se como foi? O 1º presidente eleito após mais de 20 anos de regime militar no Brasil, foi eleito em 1989 com forte apelo midiático e apoio de atores globais, numa campanha que varreu o país de forma surpreendente levando o “caçador de marajás” ao 2º turno, aonde, bem mais articulado que o seu rival (Luis Inácio “Lula” da Silva) o aniquilou num debate de TV. O governo seguiu o script de crises econômicas a que o país estava habituado, sendo que a maior crise enfrentada pelo governo Collor começou a tomar forma em junho de 1991 graças a uma disputa envolvendo seu irmão Pedro Collor e o empresário Paulo César Farias a partir da aquisição, por este último, do jornal Tribuna de Alagoas visando montar uma rede de comunicação forte o bastante para eclipsar a Gazeta de Alagoas e as Organizações Arnon de Mello. Contornada em um primeiro instante, a crise tomou vulto ao longo do ano seguinte quando a revista Veja trouxe uma matéria na qual o caçula do clã alagoano acusava o empresário PC Farias de enriquecer às custas de sua amizade com o presidente, algo que teve desdobramentos nos meses vindouros: já em maio, Pedro Collor apresentou à revista Veja um calhamaço de documentos que apontavam o ex-tesoureiro de seu irmão como o proprietário de empresas no exterior e como as denúncias atingiam um patamar cada vez mais elevado a família interveio e desse modo o irmão denunciante foi removido do comando das empresas da família por decisão de sua mãe, dona Leda Collor.Oficialmente afastado por conta de “perturbações psicológicas”, Pedro Collor não tardou a contra-atacar: primeiro apresentou um laudo que atestava sua sanidade mental e a seguir concedeu nova entrevista a Veja na qual acusou PC Farias de operar uma extensa rede de corrupção e tráfico de influência na qualidade de “testa-de-ferro” do presidente, o qual não reprimia tais condutas por ser um beneficiário direto daquilo que ficou conhecido como “esquema PC”. 48 horas depois a Polícia Federal abriu um inquérito destinado a apurar as denúncias de Pedro Collor e no dia seguinte o Congresso Nacional instaurou uma de CPI destinada a investigar a veracidade das acusações.
Pouco tempo depois Fernando Collor foi à televisão e rechaçou as denúncias feitas contra sua administração e com isso sentiu-se à vontade para conclamar a população a sair de casa vestida em “VERDE & AMARELO” em protesto contra as “intenções golpistas” de determinados setores políticos e empresariais interessados em apeá-lo do poder. O apelo, entretanto, teve um efeito inverso ao que originalmente se propunha, pois o que se viu às ruas foram as manifestações de jovens estudantes vestidos de negro denominados carapintadas, em referência às pinturas de seus rostos que, todos pintados de negro exigiam o impeachment do presidente numa cabala resumida no slogan “Fora Collor!” repetida à exaustão em passeatas por todo o país a partir de 16 de agosto. A cor “PRETO” surgiu inicialmente como uma intenção de anular a idéia “verde & amarela” do presidente, sem que se identificasse com algum grupo político (por isso não o vermelho). Aliás, esse caracter apartidário, quase anárquico, cujo clima remetia às barricadas e aos movimentos esudantis dos anos 60’s. Uma minisérie na TV Globo (Anos Rebeldes), também surfava essa onda naquele momento.
Segundo a opinião de diversos sociólogos e cientistas políticos foi essa mobilização estudantil, (reforçada pela participação da sociedade civil organizada e pelos meios de comunicação), o fator decisivo para que as investigações da CPI avançassem e não fossem turvadas pela interferência governamental, ou seja, sem essa cobrança por parte da sociedade o afastamento de Collor provavelmente não teria ocorrido, ainda que o “embrião estudantil” da mesma tenha sido taxado como algo “desprovido de idealismo e coerência política” à mercê da manipulação midiática e de grupos políticos de esquerda. Enquanto isso as apurações na CPI colhiam, paulatinamente, uma série de depoimentos e também de documentos escritos que corroboravam os indícios da atuação de Paulo César Farias nos bastidores do poder.
Em 26 de Agosto o relatório final da “CPI do PC” foi aprovado e nele constava a informação de que o presidente da República e seus familiares tiveram despesas pessoas pagas pelo dinheiro recolhido ilegalmente pelo “esquema PC” que distribuía tais recursos por meio de uma intrincada rede de “laranjas” e de “contas fantasmas”. Como exemplos materiais desse favorecimento foram citadas a reforma na “Casa da Dinda” (residência de Fernando Collor em Brasília) e a compra de um automóvel Fiat Elba. Cópias do relatório foram entregues para a Câmara dos Deputados e para a Procuradoria Geral da República e um pedido de impeachment foi formulado e entregue ao deputado Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara dos Deputados, o pedido de abertura do processo de impeachment foi aprovado em 29 de Setembro por 441 votos a favor e 38 votos contra, com uma abstensão e 23 ausências.
Sobre o dia da votação (transmitida para todo o país pelos meios de comunicação) vale registrar que a mesma transcorreu sob a égide do voto aberto e isso fez com que os deputados pensassem em sua sobrevivência política dada a proximidade das eleições municipais de 1992 e o desejo de reeleição em 1994, assim muitos parlamentares optaram pelo “sim” no momento decisivo apesar de promessas em sentido contrário, ou seja, votos que eram contabilizados para o governo migraram para o bloco do impeachment, dois dos quais merecem destaque o caso do deputado Onaireves Moura (do PTB-PR), que dias antes organizara um jantar de desagravo ao presidente e a seguir o voto do alagoano Cleto Falcão, ex-líder do PRN na Câmara e amigo íntimo de Collor, demonstrando assim o total isolamento do presidente. Para aprovar a abertura do processo de impeachment seriam necessários 336 votos e o sufrágio decisivo ficou a cargo do deputado Paulo Romano(PFL-MG).

Maori Haka

A Nova Zelândia acaba de vencer por 85 x 5 o jogo contra a seleção da Romênia, o placar eslástico, estranho ao não iniciado no rugby, reflete tanto a força dos neozelândeses quanto a hombridade dos romenos. Socol, o capitão da Romênia, disse antes do jogo “queremos evitar um placar elástico, e perder por menos de 70 pontos”; após o jogo o repórter voltou nele; “Foi difícil e eu sabia que seria, mas no rugby quando voce dá 100% em campo, você se torna um vencedor também, nós marcamos um try e fizemos um jogo duro contra eles, temos orguglho de ter dado o máximo e fico feliz com todo esse reconhecimento”. É o famoso espírito do rugby!!
Tida como dona de um estilo único de jogar, a equipe neozelandesa, mais conhecida como All Blacks devido a cor toda negra de seu uniforme faz adimradores em todo o mundo pelo estilo feroz e valente de jogar rugby, mas sempre tão leal quanto violento, além de forte e rápido!!
Segundo as lendas do povo Maori, a daça do Haka está ligado à um deus, o Tane-rore. Reza a lenda que Tama-nui-to-ra; o deus do sol; tinha duas mulheres, sendo que uma delas, Hine-raumati; era a virgem do verão (e deixa de sê-la?); da qual nasceu o nosso Tane-rore, creditado pela origem da dança. Tane-rore que representa o vento nos dias quentes de verão, na dança é coreografado com o tremor de mãos.
O Haka na verdade são todas as danças típicas do povo Maori em que os homens se colocam à frente das mulheres. Estas fazem o apoio das vozes nas costas dos homens. É uma dança que demonstra a paixão, o vigor masculino e a identificação com a raça. É usada tanto para dar boas vindas a visitantes quanto para intimidação de tribos inimigas.
Atualmente o Haka é conhecido mundialmente pela performance de intimidação no início dos jogos de Rugby da seleção da Nova Zelândia. Os All Blacks realizam, antes de cada disputa, a perfomance da Haka. Ela começa com os jogadores espalhando pela grama um pouco de terra da Nova Zelândia onde se fará o Haka, logo em seguida, um jogador de ascendência maori inicia a performace liderando uma canção. Até o ano 2005, Ka Mate era a canção Haka apresentada pela equipe, mas antes da Copa das Três Nações de 2005, num amistoso contra a África do Sul, os neo-zelandeses apresentaram, liderados por Tana Umaga, uma nova Haka, a Kapa o Pango, que foi criada para retratar a aparência contemporânea da Nova Zelândia, em particular, a influência da cultura Polinésia do Pacífico Sul. A nova Haka só é apresentada em ocasiões especiais e não substitui a Ka Mate. Kapa o Pango é uma fonte de controvérsias, especialmente na parte em que os neo-zelandeses põem a unha sobre o pescoço com o punho fechado e a arrastam, insinuando a morte por degolação. Apesar disso, os adversários dos All Blacks nunca reclamaram, como a imprensa, às vezes, o faz. Bom, aqui vão as letras da Raupara Haka (que fala Ka Mate), essa com tradução, e de Kapa o Pango (que fico devendo a tradução):

Raupahara Haka:
Ringa pakia
Uma tiraha
Turi whatia
Hope whai ake
Waewae takahia kia kino
Ka Mate! Ka Mate!Ka Ora! Ka Ora!
Tenei te ta ngata puhuru huru Nana nei i tiki maiWhakawhiti te raA upane ka upane!A upane kaupane whiti te ra!Hi!!

(Bata as mãos contra as coxas
Estufe o peito
Dobre os joelhos
Deixe o quadril seguirBata o pé tão forte quanto você conseguir.
Nós iremos morrer! !Nós iremos morrer! !Nós estamos vivos!! Nós estamos vivos!!
Este é o homem cabeludo que atingiu e fez o sol brilhar de novoJuntos! Todos juntos!Juntos! Todos juntos, o sol brilha de novo!Sim!!!)

Kapa o Pango:
Kapa o Pango kia whakawhenua au i ahau!
Hi aue, hi!
Ko aotearoa e ngunguru nei!
Au, au, aue ha!Ko kapa o pango e ngunguru nei!Au, au, aue ha!
I ahaha!
Ka tu te ihiihi
Ka tu te wanawana
Ki runga ki te rangi e tu iho nei,Tu iho nei, hi!
Ponga ra!Kapa o Pango, aue hi!
Ponga ra!Kapa o Pango, aue hi, ha!Hii!!!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Brigitte Bardot


Eu vos saúdo, oh tempo...
Parece me tão óbvio esse lance de aproiveitar o mote dos aniversariantes do dia, veja o que de imporatnte ocorreu hoje e já tens sobre o que falar. Vale o mesmo para obtuários...
Assim sendo vamos explorar a imagem de uma mulher que virou, por que não dizer (como inclusive o quer sartre, Freund e Yung) : o arquétipo da mulher ocidental moderna, ao menos no que se refere aos padrões de beleza que até hoje encarnam os sonhos dos púberes.
Diva por natureza, Brigitte Anne-Marie Bardot, uma das atrizes mais famosas e conhecidas do cinema, além de o mito da verdadeira sexy-simbol de várias gerações (nos anos 50’s, 60’s e 70’s). Filha de um industrial da alta burguesia francesa com Anne-Marie,14 anos mais jovem, sua mãe foi quem influênciou a carreira da moça, que se iniciou ao estanpar a capa da famosa revista francesa Elle Magazine.
Participou de muitos filmes até alcançar a fama com "E Deus Criou a Mulher", o filme passava-se em Saint-Tropez e, na época, provocou um grande escândalo em França, onde não obteve grande sucesso. Foi nos Estados Unidos que o filme causou furor. Foi um dos filmes mais vistos do ano. O escândalo foi grande mas Brigitte seduziu os americanos com o seu papel de jovem orfã à procura do amor e tornou-se na actriz europeia mais famosa na América.
Com a sua crescente popularidade mundial, Brigitte continuou a fazer vários filmes, alguns realizados apenas com o intuito de aproveitar a imagem de sex-symbol da atriz.
No verão de 1964 Brigitte Bardot mudou a vida da Armação de Búzios, litoral norte do RJ onde ficou hospedada em suas visitas pelo Brasil. Abrindo os olhos do mundo para esses pequenos paraísos da costa sudeste brasileira.
Aí do lado têm uma foto dela já velhinha, é para fazer jus ao título de musa, de diva, afinal se a essência não muda e sua beleza não ficou inerte ao tempo, são nestas rugas que temos de aprender a reconhecer todas as fases daquilo que convencionamos a chamar de belo, para que sejamos capazes de um dia admirar o perene inerente ao tempo, como se idealiza a existência em Heidegger.

Tim Maia



Ainda explorando o mote dos aniversariantes do dia, Sebastião Rodrigues Maia, ou o Tim Maia começou a compor ainda criança,se destacou pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar. Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos.
Tim Maia viveu nos USA entre 1959 até 1964, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado. No Brasil, gravou o primeiro disco, Tim Maia, em 1970, por indicação do grupoMutantes. Neste disco, obteve sucesso com as faixas Primavera, Azul da cor do mar e Eu e você.
Durante os anos 70’s, tornava-se cada vez mais famoso com canções como a dançante Não quero dinheiro (só quero amar), na era Disco. Teve uma fase em que entrou em contato com Cultura Racional, quando lançou em 1975 os famosos volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (abreviação do próprio nome Sebastião Rodrigues Maia), aqueles são considerados como a obra prima, mas que devido à associação ideológica o próprio Tim ordenou que se retirassem os Lp’s de circulação (o que os torna peças especiais para colecionadoerss do gênero) mas são sim até hoje tidos como os melhores da música brasileira, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época, Tim Maia manter-se afastado dos vícios, o que se refletiu na qualidade da voz.
Foi regravado por vários artistas, como Paralamas do Sucesso, Skank, Jorge Ben Jor,Marisa Monte, Kid Abelha, Elis Regina, Caetano Veloso e Lulu Santos. Seu repertório abrange também canções românticas, funks, souls e bossa nova. Teve graves problemas com vícios. Chegava a beber três garrafas de whisque por dia, além do uso de outras drogas, colecionou desafetos e processos trabalhistas -- de músicos contra ele e dele contra gravadoras, além de renegar publicamente antigas amizades, ameaçar críticos e faltar a espetáculos. Passou anos falando mal e sem se apresentar na Rede Globo; outro conhecido inimigo ele denominava ETA, “Exploradores do Talento Alheio”, formado por empresários e donos de casas de espetáculos.
Viveu nos USA entre 1959 até 1964, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado.
Durante a gravação de um espetáculo para a TV sentiu-se mal, vindo a falecer em 15 de Março de 1998 no Hospital Antônio Pedro em Niteroi, aonde me formei e na época passava pelo estágio clínico nesse fantástico hospital.

Mika Häkkinen



Hoje eu vou homenagear um aniversariante do dia, que é um dos melhores pilotos da história da F1, mas que nunca pilotou um bólido vermelho do cavalino rampante.
O Bicampeão mundial de F1, vencedor de 20 GPs (e 51 pódios, com 26 pole positions, 25 best-lap’s), iniciou sua carreira no kart com a idade de cinco anos, vencendo sucessivamente os campeonatos reginal e nacional antes de se transferir para os carros maiores. Despertando o interesse dos dirigentes da Lotus com a vitória do Campeonato da F3 Inglesa em 1990, sendo então contratado para correr na F1 em 1991.
Membro da sempre veloz escola finlandesa de automobilsmo, Häkkinen sempre foi um piloto extremamente rápido; quando em 1993 estreiou pela McLaren, seu companheiro de equipe, o já então tricampeão mundial e lenda das poles Ayrton Senna, tomou tempo logo na 1ª sessão e questionado a respeito disse: “a molecada anda forte sim, você está pensando o quê?”.
Mika, em 1995 esteve perto da morte num acidente Gp da Austrália, sendo salvo por uma traqueostomia, apesar de ter inclusive ficado em estado de coma. Este acidente forjou uma forte ligação entre Häkkinen e Ron Dennis, o chefe da escuderia inglesa.
Mika Häkkinen se consagrou em seus inesquecíveis duelos com o alemão Michael Schumacher, desde categorias escola do automobilismo europeu até se degladierem nas pistas, protagonizando a disputa McLaren e Ferrari, que até hoje é a tônica da F1, Schumacher aliás, chegou a dizer Häkkinen foi seu maior adversário.
Depois de lutar, com sua McLaren contra problemas de confiabilidade, contra a Ferrari de Schumacher em 2000 e 1001, Häkkinen, desmotivado, não disputou a temporada de 2002 e anunciou sua aposentadoria permanente durante a temporada, para se dedicar à sua família (Häkkinen é casado com Erja, que sofria como nenhuma outra nos boxes da McLaren, e tem um filho; Hugo e uma filha; Aina). Não conseguiu ficar afastado das pistas e em Novembro de 2004 foi anunciado que Häkkinen pilotaria pela Mercedes no mundial de turismo (GTB) na categoria alemã (DTM), em 2005.
Flagrado na madruga dos barre em SP no mês passado promovendo uma campanha da Jonny Walker, que pede para motoristas não dirigirem bêbados ... campeão dá exemplo. Parabéns Mika!!

Louis Pasteur

Louis Pasteur, que faleu num 28 de setembro de 1895, foi um ciêntista francês cujas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina; pode de certo modo ser tido como o pai da microbiologia, a ele se deve também a técnica conhecida como pasteurização. Filho de um sargento da armada napoleônica, Louis não foi um aluno especialmente aplicado ou brilhante na escola e nem mesmo na universidade; quando bem jovem tinha gosto pela pintura e fez diversos retratos de sua família; aos 19 anos abandonou a pintura para se dedicar à carreira científica.
Iniciou seus estudos no Colégio Royal em Besançon, transferindo-se para a Escola Normal Superior em Paris estudando química, física e cristalografia, onde fez suas primeiras descobertas descobrindo o dimorfismo do ac. tartárico, ao observar no microscópio que o ac. racêmico apresentava 2 tipos de cristais, com simetria especular. Foi portanto o descobridor das formas dextrógiras e levógiras, comprovando que desviavam o plano de polarização da luz no mesmo ângulo porém em sentido contrário. Esta descoberta valeu ao jovem químico, com apenas 26 anos de idade, a concessão da "Légion d'Honneur Francesa"(a famosa legião de honra francesa que é mencionada em “os 2 granadeiros”).
Começou a se interessar pela química, vindo a exercer o cargo de professor de química em Dijon e depois em Strasburg, ainda posterormente foi nomeado decano da Faculdade de Ciências na Universidade de Lille.
A pedido dos vinicultores e cervejeiros da região, começou a investigar a razão pela qual azedavam os vinhos e a cerveja. De novo, utilizando o microscópio, conseguiu identificar a levedura responsável pelo processo. Propôs eliminar o problema aquecendo a bebida lentamente até alcançar 48° C, matando, deste modo, as leveduras, e encerrando o líquido posteriormente em cubas herméticamente seladas para evitar uma nova contaminação. Este processo originou a atual técnica de pasteurização dos alimentos. Demonstrou, desta forma, que todo processo de fermentação e decomposição orgânica ocorre devido à ação de organismos vivos.
Na prática médica, os conhecimentos de Pasteur passaram a ser usados para eliminar os microorganismos vivos em feridas e incisões cirúrgicas, tendo o próprio Pasteur obrigado os médicos dos hospitais militares a ferver o instrumental e as bandagens que seriam utilizados nos procedimentos médicos.
Expôs a "teoria germinal das enfermidades infecciosas"(base da infectologia, cujos alicerces permanecem de pe´até hoje), segundo a qual toda enfermidade infecciosa tem sua causa (etiologia) num micróbio com capacidade de propagar-se entre as pessoas. Deve-se buscar o micróbio responsável por cada enfermidade para se determinar um modo de combatê-lo.
Pasteur passou a investigar os microscópicos agentes patogênicos, terminando por descobrir vacinas, em especial a anti-rábica. Fundou o Instituto Pausteur, um dos mais famosos centros de pesquisa da atualidade (que isolou e identificou o virus HIV).

O mais fantástico sobre Pasteur foi como derrubou definitivamente a ideia da abiogenese (teooria pela qual a vida seria originada por um princípio ativo presente no ar), com a utilização de uma vidraria chamada pescoço de cisne. Pasteur colocou um caldo nutritivo em um balão de vidro, de pescoço comprido. Em seguida, aqueceu e esticou o pescoço do balão, curvando sua extremidade, de modo que ficasse voltada para cima. Ferveu o caldo existente no balão, o suficiente para matar todos os possíveis microrganismos que poderiam existir nele. Cessado o aquecimento, vapores da água proveniente do caldo condensaram-se no pescoço do balão e se depositaram, sob forma líquida, na sua curvatura inferior.
Como os frascos ficavam abertos, não se podia falar da impossibilidade da entrada do "princípio ativo" do ar. Com a curvatura do gargalo, os microrganismos do ar ficavam retidos na superfície interna úmida e não alcançavam o caldo nutritivo. Quando Pasteur quebrou o pescoço do balão, permitindo o contato do caldo existente dentro dele com o ar, constatou que o caldo contaminou-se com os microrganismos provenientes do ar.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Die Grenadiere

Certamente eu ainda vou postar a tradução da letra, certamente também escreverei mais sobre o “corso pérfido”, ou ainda “petit caporal”; mas o fato é que aqui iniciamos nosso possível nº1 da série.
Não quero aqui fazer apresentações sobre aquele que apenas sobre o signo da inicial N. fazia tremer toda e qualquer coroa, estando ela na cabeça de quem quer que fosse...e certamente apavorando o crepúsculo de criancinhas da Europa daquela época, que acatavam as ordens maternas sob a ameaça de que Napoleón virá buscá-las.
Achei por bem transcrever um trecho de um livro de História de 1921 que é um grande clássico da literatura; a saber: “The History of Making – Hendrik Willem Van Loon” (traduzido como “A História da Humanidade”); trata-se da parte final do capítulo 53, entitulado “Napoleón”.
“Lá na ilha de Stª Helena, onde passou os últimos 7 anos, tentou escrever suas memórias, brigou com seus guardas e sonhou com os dias passados. Curiosamente, em suas divagações, voltava ao ponto de onde partira: lembrava-se dos dias em que lutara pela Revolução. Procurava convencer-se de que sempre fora um amigo verdadeiro dos grandes princípios de “Liberdade, Fraternidade e Igualdade”, que os estropiados soldados da Convenção haviam levado aos confins da terra. Gostava de falar da sua carreira de Comandante-em-chefe e de Cônsul. Quase nunca falava do Império. Às vezes pensava no seu filho, o Duque de Reichstadt, que morava em Viena e era tratado como um “parente pobre” por seus jovens primos Habsburgo, cujos pais tremiam só de ouvir falar no nome d’Ele. Quando o fim veio, sonhava conduzir as suas tropas à vitória, ordenando que Ney atacasse com guardas para então morrer.
Porém, se você quiser mesmo uma explicação para a estranha carreira desse homem, se quiser mesmo saber como um só homem pode governar tanta gente por tanto tempo pela pura e simples força de sua vontade, não leia nos livros escritos por aqueles que o odiavam ou que o amavam; você ficará sabendo de muitos fatos, mas as vezes é mais importante “sentir” a história do que conhecer seus detalhes. Não leia, espere até ter a oportunidade de ouvir um bom artista cantar uma canção chamada “Os dois granadeiros”. A letra foi escrita por Heine, grande poeta alemão que viveu durante toda a era napoleônica. A música foi composta por Schumann, outro alemão, que via o seu Imperador (inimigo de seu país) quando este vinha visitar o sogro. Essa canção, portanto, foi composta por dois homens que tinham todos os motivos do mundo par odiar o tirano.
Vá ouvi-la. Então você logo compreenderá algo que nem mil livros poderão lhe dizer".
Die Grenadiere

Nach Frankreich zogen zwei Grenadier,Die waren in Rußland gefangen.Und als sie kamen ins deutsche Quartier,Sie ließen die Köpfe hangen.
Da hörten sie beide die traurige Mär:Daß Frankreich verloren gegangen,Besiegt und zerschlagen das große Heer -Und der Kaiser, der Kaiser gefangen.
Da weinten zusammen die GrenadierWohl ob der kläglichen Kunde.Der eine sprach: Wie weh wird mir,Wie brennt meine alte Wunde!
Der andre sprach: Das Lied ist aus,Auch ich möcht mit dir sterben,Doch hab ich Weib und Kind zu Haus,Die ohne mich verderben.
Was schert mich Weib, was schert mich Kind,Ich trage weit beßres Verlangen;Laß sie betteln gehn, wenn sie hungrig sind -Mein Kaiser, mein Kaiser gefangen!
Gewähr mir, Bruder, eine Bitt:Wenn ich jetzt sterben werde,So nimm meine Leiche nach Frankreich mit,Begrab mich in Frankreichs Erde.
Das Ehrenkreuz am roten Bandsollst du aufs Herz mir legen;Die Flinte gib mir in die Hand,Und gürt mir um den Degen.
So will ich liegen und horchen still,Wie eine Schildwach, im Grabe,Bis einst ich höre KanonengebrüllUnd wiehernder Rosse Getrabe.
Dann reitet mein Kaiser wohl über mein Grab,Viel Schwerter klirren und blitzen;Dann steig ich gewaffnet hervor aus dem Grab,Den Kaiser, den Kaiser zu schützen.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Abbey Road

Este é disco mais vendido, 12° e penúltimo álbum dos Beatles (na verdade o último a ser gravado), sendo lançado há exatos 38 anos, em 26 de setembro de 1969; e leva o mesmo nome de uma rua de Londres onde ficava o homônimo estúdio. Produzido e orquestrado por George Martin (tido como o 5º beatle); que o considera o melhor disco que os Beatles fizeram; não sendo por menos: já que é o mais bem acabado de todos e um dos mais cuidadosamente produzidos. Tendo sua estrutura bastante pensada e discutida, e com as visões discordantes dos integrantes da banda só contribuindo para a riqueza da criação final. Também foi neste disco que George Harrison se firmou como um compositor de primeira linha, oque o torna o album mais democrático dos Beatles, senão o mais representativo.
A famosa fotografia da capa do álbum foi tirada em 8 de Agosto de 1969, sendo que a sessão de fotos durou dez minutos e foram feitas seis fotos, tendo ao final Paul escolhido a que achou melhor. A foto foi objeto de rumores e teorias de que Paul McCartney estaria morto, vítima de um acidente de moto em 1966. Apesar de ter sido apenas uma brincadeira e puro marketing do grupo, segundo a "lenda" a foto conteria supostas "pistas" que dariam força ao rumor da morte de Paul; a saber: Paul está descalço, fora de passo com os outros, está de olhos fechados, tem o cigarro na mão direita, apesar de ser canhoto, e a placa do fusquinha estacionado é 28IF; oque supostamente referia-se ao fato de que McCartney teria 28 anos se (if) estivesse vivo. Os quatro Beatles na capa, segundo o mito "Paul está morto", representam o Padre (John, cabelos compridos e barba, vestido de branco), o responsável pelo funeral (Ringo em um terno preto), o Cadáver (Paul, em um terno mas descalço; como um corpo em um caixão), e o coveiro (George, em jeans e uma camise de trabalho denim). Além disso há um outro carro estacionado, de cor preta, de um modelo usado para funerais.
Marketing a parte,“Abbey Road” foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época, como o sintetizador Moog; que começava a ser utilizado em maior escala dentro do rock; e que possibilitava que virtualmente qualquer som fosse gerado eletronicamente. O uso do Moog pode ser notado claramente em músicas como "Here Comes the Sun" e "Because”.
A história do album começa após as desastrosas sessões de gravação do álbum até então chamado de “Get Back” (mais tarde intitulado Let It Be para publicação), com Paul McCartney sugerindo à George Martin que os Beatles se reunissem e fizessem um álbum "como nos velhos tempos... como a gente fazia antes, livres dos conflitos que começaram com as sessões do “Álbum Branco”.
Quando foi gravado, seus dois lados foram feitos bem diferentes a fim de agradar tanto a Paul McCartney como a Jonh Lennon individualmente. O lado A; para agradar a Lennon; é uma coleção de faixas individuais, enquanto que o lado dois (para agradar a McCartney) contém uma longa coletânea de curtas composições que seguem sem interrupção. A seqüência de juntar músicas inacabadas criadas por Paul McCartney e John Lennon em um enorme pout-pourri foi uma das grandes criações de Paul dentro dos Beatles. Esta junção de peças desconexas gerou um tecido musical estranhamente coerente e irresistível. No entanto, assim como Sgt. Pepper's, considerar Abbey Road um disco conceitual é um engano.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Amarelo e o azul em Van Gogh

Essa tela acima; uma das minhas preferidas; chama-se "A ponte em Anglois com lavadeiras" é de 1888 está no Rijmuseum Kröller-Müller(Holanda). Acho incríveis os elementos retratados na cena; o barco com água no seu interior, a vegetação, as 3 lavadeiras mais à direita e as ondas que fazem na água, a ponte que têm o amarelo do sol de Arles e o azul do rio na sombra, o reflexo da ponte no rio e o cavalo cuidadoso ao atravessa-la.
Dissem que na época que Vicent Van Gogh viveu em Arles, no sul da França, foi que seus estudos com o amarelo chegaram ao ponto que chegou (o da genialidade). Aqui nessa telas (a tela de baixo chama-se "O crepúsculo em Arles"), fica evidente o perfeito jogo de cores que o artista soube com combinar muito bem em todos as suas tonalidades; conforme o próprio Van Gogh disse:"Não há azul sem amarelo e
sem alaranjado, e se colocarmos o azul, então teremos que colocar o amarelo e o alaranjado também, não e´?"

Benedict XVI and the wine


Quando Joseph Ratzinger sagrou se Papa, sabia se que teríamos um pontificado de muita polêmica, pois o "Papa Panzer", como foi chamado pela mídia, é daquelas pessoas inteligentes mas que são difíceis de mudar de opnião.
Tendo se envolvido com a juventude httlerista (todos os jovens eram obrigados, caso quizesem estudar) , lutado na 2ª guerra mundial, desertando e sendo feito prisioneiro em 1945. Nunca compartilhou
de muita simpatia para com o comunismo, sendo identificado como um dos líderes da repreensão à teologia da libertação.
A parte boa do novo Papa é que ele é o principal articulador político do Vaticano, tendo uma visão filosófica acerca de tudo, sempre com muita base teórica; pelo menos agora o chefe é realmente o chefe, não nimguém por trás de Bento XVI (como ele estava por trás de seus antecessores).
Disse um Cardeal que um papado pode sim mudar a mente e o coração de uma pessoa, acenando que nosso conservador Papa pode vir a muar suas idéias se tocado em seu coração. Têm gente que acha que Joseph Ratzinger não vai mudar nunca.
Na tentativa de elucidarmos o Pontífice, posto um frase do mesmo sobre o vinho;"Se o pão é o símbolo do que o homem precisa, por seu lado o vinho é o símbolo da superabundância da qual também temos necessidade. Ele é sinal de alegria, transfiguração da criação. Tira-nos da tristeza e do cansaço do dia-a-dia e faz do estar junto uma festa. Alegra os sentidos e a alma, solta a língua, abre o coração e tranpõe as barreiras que limitam nossa existência."
Há motivos de sobra para a esperança...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

OK Computer

OK Computer, 3º disco doRadiohead, lançado em Junho de 1997 em Londres sendo considerado pela crítica especializada como um dos melhores discos de rock dos anos 90’s e que consolidou definitivamente um conceito musical comum às bandas da sua geração.
O album anterior da banda, The Bends, fez um sucesso astronômico; então a gravadora EMI, deixou que este album fosse produzido de maneira independentemente, permitindo que a banda trabalhasse com um engenheiro de som, até então desconhecido,Nigel Godrich.
Neste periodo, a banda começou a se distanciar dos metodos tradicionais dos estudios de gravação. O baixista Colin Greenwood assim resumiu: "O único conceito que nos utilizamos para gravar este album foi o de que nós gostariamos de grava-lo longe da cidade e por conta propria".
OK Computer é a obra prima do Radiohead, onde as capacidades de cada músico são exploradas ao máximo, resultando em faixas perfeitas, onde a perfeição foi levada tão a sério, que o vocalista e guitarrista Thom Yorke chegou a afirmar ter perdido a capacidade de tocar guitarra depois de OK Computer.
A banda esperava um suicídio comercial mas não contavam com o fato de que OK Computer faria ainda mais sucesso que o album anterior, o guitarrista Jonny Greenwood disse, "Nós fizemos o que queriamos no segundo album e ignoramos quaisquer conselhos... e acabamos lançando esse album que acabou atraindo um certo publico, então, eu sinto que é algo que faremos outra vez. O The Bends foi um album introspectivo... Foi uma terrivel busca de espirito
e fazer isso outra vez em outro album seria extremamente entediante."
Em 1994, foi lançado o primeiro software capaz de comprimir arquivos extraídos de um CD, sem perda de qualidade de som, para um formato de áudio novo, esse formato, chamado MPEG Audio Layer-3, tornou-se imensamente popular graças a uma certa "world wide web".
A internet existia literalmente há décadas, desde que o engenheiro inglês Tim Berners-Lee chegou à conclusão de que a melhor maneira de criar um sistema de informações sobre todas os dados disponíveis em uma rede - uma espécie de enciclopédia virtual sobre tudo - era se todos pudessem contribuir. No dia 6 de agosto de 1991, Tim postou o resumo de sua idéia no fórum alt.hypertext, explicando que:
"O projeto World Wide Web foi iniciado para que se permitisse que pesquisadores compartilhassem dados, notícias e documentos .Nós estamos muito interessados em espalhar essa teia (web) para outras áreas. Sejam bem-vindos os colaboradores!"
A primeira mensagem postada na web já pressupunha a troca de informações - e a web tornou-se popular justamente por dar essa possibilidade a qualquer um. Mais do que visitar o Museu do Louvre em um tour virtual, era possível criar um tour virtual para qualquer lugar - como para dentro de sua cabeça. E, assim, a www começou a acelerar a colisão de informações díspares, não havia mais diferenças entre notícias vindo de conglomerados de mídia ou de testemunhas anônimas por e-mail. A avalanche de dados que se acumulou fora de nichos no final dos anos 90 criou expectativa e angústia que foram catalisadas brilhantemente pelo Radiohead em seu disco de rock definitivo que, acenando para o crescimento da importância do computador na vida das pessoas, roubava uma frase de Douglas Adams para acenar para o novo: "Ok, computador!"
Logo na 1ª faixa do album, a cheia de guitarras "Airbag", Thon Yorke já acena para o novo boom da tecnologia;” i am born again...!!In na intastella burst I am back to save the universe!!(…)an airbag saved my life”. Segue aquela atmosfera singular de "Paranoid Android" (cujo clip merecerá comentários posteriores), dentre outras pérolas do disco, tais com 'Karma Police' (cujo clip dispensa comentários) e angústia de "Climbing up the walls'.
O álbum segue todo um contexto e gira em torno dessa angústia frente ao tecnológico. Um detalhe é a total falta de ordem nas letras do encarte, Yorke não canta o que ele escreveu, pelo menos não na ordem, exceto em Electioneering, perfeitamente em ordem e com frieza de frases de computador... a angústia estava já estilizada num contexto cuja ordem só era cabível dentro da estética do computador, mas não na mente humana, que ficaria agora destinada a esperar por eternos downloads...OK COMPUTER.

sábado, 22 de setembro de 2007

Springboks

Após baterem os ingleses os sulafricanos, mais conhecidos como springboks, foram tidos como a mais nova sensação da copa do mundo de rugby 2007. Mas hoje diante da forte equipe de Tonga, as coisas não saíram tão bem assim.
Sobre os Springboks, o legal de se falar é sobre a conquista da copa de 1995. Era a 3ª copa do mundo (a 1ªna Austrália e a 2ªna Inglaterra), o evento ainda não tinha “pegado” e a África do Sul tentava voltar ao cenário esportivo mundial, em meio as desconfianças de caos político e social, assim organizar a copa seria uma boa saída para mostrar a nova nação livre do Apartheid.
Só que o rugby era um esporte da população branca e o apoio do então presidente Mandela encampou a idéia, uma jogada política de mestre que só trouxe benefícios para o país, que estava “todo unido” em torno de uma seleção.
Havia apenas um jogador negro naquele time, dizem que mandela queria usar a camisa dele na premiação, mas um acessor lhe disse”use a camisa do half-scrum, ele têm uma opinião política parecida com a sua, apesar da cor de pele diferente.” De fato o resultado não poderia ter sido melhor, o time foi campeão, o jogador negro (perdoem me por não saber seu nome) que era rerserva, teve que entrar por que o outro se contundiu e mandou bem na fogueira, levando o esporte a romper barreiras sociais em bem menos tempo do que se julga possível.
Disse o pilar direito da Nova Zelândia, equipe derrotada naquela final; “ninguém foi derrotado aqui hoje, havia muito mais do que um título em jogo, e eu tenho orgulho de ter participado dessa festa.”

Piada Mortal


Assistindo ao desenho do Batman, naquela atmosfera gótica e chusova de Gothan City encontrei me numa cena aonde o Batman estava desesperado atrás de um antídoto que salvaria sua vida, em risco por uma questão dos próximos minutos, segue então uma luta com a seguinte frase:

Sabe porque você nã acha graça nisso tudo batman? Porque para fazer comédia é preciso timing, e isso é precisamente aquilo que você não têm. Só não venha fazer drama...

rs rs rs

Alonso X Hamilton


Dada a confusão que se estabeleceu dentro da McLaren, envolvendo seus dois pilotos, levou muita gente a tomar partido. Dentre os quais o tricampeão mundial Niki Lauda, ex-piloto tanto da Ferrari quanto da McLaren; que, segundo as agências internacionais, criticou duramenteo atual bicampeão da categoria, o espanhol Fernando Alonso.
Seu rival na equipe inglesa é o também britânico Lewis Hamilton; sendo este, além de o melhor estreante da F1, o 1º piloto negro da história. Bom, com a mídia e a equipe paparicando o jovem britânico, é natural que Alonso reclame de privilégios (que na sua visão deveria ser dele, já que é o nº1). Situação semelhante ocorreu noutra equipe britânica, a Williams de 1987, quando o inglês Nigel Mansell dividia os boxes com o brasileiro Nelson Piquet (então nº1 da equipe).
Para tomar partido, acho que o Alonso está certo de reclamar mas não sei se será atendido, o certo aliás é que não. Mas eu não sou muito simpático às atitudes do Ron Dennis (chefão da McLaren desde os tempos de Senna e Proust), o famoso Mr. Shark. E acho o Alonso um piloto de muita fibra, raça e personalidade (não sei melhor que o Hamilton, mas é o único na F1 de hoje que bateu o Schumacher).
Acho que a equipe não fala com Alonso, o Ron Dennis é certo que não. Acho que o espanhol deve voltar para a Renault no ano que vem. Tenho certeza que no Japão, a coisa toda promete esquentar mais ainda.

Niki Lauda



Como o Lauda é um piloto símbolo da Ferrari, vamos lhe prestar as devidas homenagens. Andreas Nikolaus Lauda, mais conhecido como Niki Lauda, iniciou sua carreira na fómula 1 em , quando a Ferrari o contratou para ser seu piloto titular. Em 1974, pela escuderia italiana, venceu seu primeiro Grande Prêmio, na Espanha.
Em 1975, após cinco vitórias (quatro das quais após largar em primeiro lugar), sagrou-se campeão mundial pela primeira vez. Manteve o ritmo competitivo em 1976, mas um acidente em Nurburgring (onde seu carro incendiou-se, e Lauda ficou preso nas ferragens por vários minutos) quase lhe tirou a vida.
Um padre chegou a ser chamado ao hospital para lhe dar a extrema unção. Acho inclusive que foi o dr. Ivo Pitanguy que reconstruiu seu rosto, já que perdera cartilagens nasal e auricular, além da musculatura dos lábios. Os capacetes sofreram um grande mudança e se tornaram enfim mais seguros a partir desse episódio.
Mas apesar de graves queimaduras, Lauda ainda voltaria a correr naquele ano, e só perderia o título mundial nas últimas corridas para o inglês James Hunt,. Em 1977 obteve mais 3 vitórias e recuperou o título mundial de Fórmula 1.
Ao final daquele ano, abandonaria a Ferrari para juntar-se à Brabham. A parceria lhe rendeu duas vitórias e alguns pódios em 1978, mas a freqüência de quebras lhe deixou fora da disputa pelo título. No ano seguinte marcou apenas quatro pontos.
Em 1984 iniciou o ano desacreditado, e seu companheiro de equipe, Alain Proust, era o favorito ao título. Após 5 vitórias (contra 7 de Prost), Lauda seria campeão mundial pela terceira vez com apenas meio ponto de vantagem (Prost marcara apenas metade dos pontos - 4,5 - da vitória do GP de Mônaco, encerrado prematuramente por causa da chuva). Lauda defendeu o título em 1985, mas já sem motivação, obteve apenas 1 vitória, e abandonou 12 das 15 corridas do ano. Seu último Grande Prêmio foi o GP da Austrália, que abandonou após um acidente.

Os namorados - Van Gogh



Dizem que o amor é cego, e a paixão daltônica!
Embora pareça estrannho que alguém retrate a paixão de maneira monocromática, Vicent Van Gogh o fez, e com sua maestria habitual.
Repare na profundidade dada pelos cipestres ao fundo da tela, na impressão do passeio estar algo molhado, no movimento do casal eseus respectivos chapéus.
O gênio é o gênio!
E vamos continuar postando...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

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OS 3 TEXTOS QUE SEGUEM FAZEM MELHOR SENTIDO SE LIDOS NA ORDEM DE POSTAGEM; OU SEJA: INICIADOS POR "SARTRE E A MAÇÃ . I"

Sartre e a Maçã . III




A consciência em si, nada é. Nenhum conteúdo de pensamento é da consciência, ela depende do mundo para ser consciência de algo, por isso se projeta de encontro ao mundo e enfrenta sua trancedência como única opção. Para Sartre, o eu (aqui como ego) é um outro, na medida que o ego é o que a consciência toma como objeto de reflexão; não seria portanto dado na conscicência e sim para a consciência. Não é o ego que cria o mundo, nem tampouco o mundo determina o eu: ambos são fenômenos que se mostram para a consciência, que é impessoal.
E têm mais. O que confere a um ser a existência pessoal não é a posse de um ego (que não passa de um signo da personalidade), mas o o fato de existir para si como presença a si. Sendo a consciência caracterizada como movimento de tomada de consciência de si, isto é, como atitude de negação interna e externa. Na primeira se encontra o exemplo de uma existência do "ser para o outro"; e na negação externa quando a consciência é dada como recusa de qualquer substancialidade. De todo o modo fica impossível que algo exista em si na consciência.
Construímos, destruímos e alteramos constantemente nosso modo de ser no mundo, numa busca dramática que é a própria significação do psicológico. O eu é um outro. O inferno são os outros.
Talvez apenas os seres humanos sejam capazes de sonhar, de imaginar(talvez também cães, mas mais por aprenderem com a condição humana do que pela sua própria essência. Mas por que essa necessidade? O que faz com que o homem queira imaginar outro mundo, outra vida que não a real, a sua?
Provavelmente o homem inicialmente recorra ao imaginário para alcançar a previsibilidade; a necessidade, para que o mundo deixe de surpreendê-lo. Afinal, somos essenciais para a significação do que nos rodeia pois somos nós que atribuímos aqui um juízo de valor, um título de comparação; embora o ser das coisas percebidas não dependam de modo algum de nós, já que perduram após nossa existência.
Você pode achar bela uma estrela, ou dizer que ela é vermelha ou amarela, que brilha ou pisca. Como se ela fosse existir para você; mas você pode tanto morrer antes dela se apagar (e ela já brilhava antes de você vê-la), quanto ela pode estar tão longe que talvez já tenha morrido e não exista mais, apesar de sua luz ainda estar viajando até você.
Voltamos ao velho problema da verdade; dada a impossibilidade do eterno acerto virá a frustração inevitável...
A intencionalidade da existência e o problema da verdade. Axiomas de uma mesma condição (a humana)? Para Sartre, a liberdade confunde-se com a própria realidade humana: ela corresponde ao processo pelo qual o homem se torna aquilo que ele escolhe, a partir de uma indeterminação. Se a existência é gratuita e injustificada, isso significa que os atos livres têm como contrapartida a plena responsabilidade do agente. O homem está condenado a ser livre ! !
O indivíduo histórico, é um ser livre no contexto de uma situação historicamenbte determinada; assim sendo a liberdade também é um processo de libertação. Chama então de factividade o conjunto de fatos que povoam nossa vida e vão além de nossa possibilidade de escolha. Camus acha que toda experiência é válida de ser vivida pelo sujeito e chama de absurdo apenas quando essa experiência é impedida de ser vivida; por exemplo, o suicídio? Não sei...talvez seja esse o última questão filosófica a ser ainda discutida.
E Dudu Torre, velho amigo de guerra lembra"Camus morreu num acidente automobilístico, ainda jovem; não seria muita ironia para o autor de A Morte Feliz, não?"

Satre e a Maçã . II



Sartre contrapõe ao "absoluto de conhecimento" um oposto "absoluto de existência" que molda o sujeita na mais concreta das experiências, ou seja; determina a necessidade de uma existência concreta e contingente no meio do mundo (ontologia fenomenológica?). Daí a sua intencionalidade, já que as coisas, os sentimentos, as significações e o próprio EU devem ser encarados como atos intencionais dirigidos ao mundo.
Dessa consciência da existência, que é intencional, se constroe o conceito de "ser para si" como algo indeterminado (ou que se redetermina a todo instante). Uma idéia que se comtrapõe à outra forma de estar no mundo; "o ser", ou pelo menos "o ser em si"; como algo determinado, diferente da transcedência que deveria ser a dimensão essencial pela qual o homen se revela em sua existência. assim, existir é ultrapassar constantemente o SER, rumo à aventura sem fim da constituição de nós mesmos.
"Imagine agora uma sequência interligada de explosões que nos arrancam à nós mesmos, que não deixam nem a um NÓS MESMOS a possibilidade de se formar atrás delas, mas que, ao contrário, nos joga para além, na poeira seca do mundo, sobre a terra rude, entre as coisas; imagine que nós somos assim rejeitados, entregues por nossa natureza mesmo em um mundo indiferente, hostil e insubmisso".

Sartre e a Maçã . I



Recentemente assisti à "Um forte cheiro a maçã", uma peça teatral montada em Vitória que têm com o suicídio e a existênia o seu mote. Começei por refletir e fui ler uns livros, umas revistas... Recordar é viver! Voltei a ler Sartre, o que não atende (sem dúvida alguma) aos apelos de G.Vargas que insiste"só a leitura de romances, e no mínimo 10 ao ano, pode dar volume de leitura ao cidadão". Mas o fato aqui é outro.
O problema da filosofia é a interpretação que se faz da mesma, desde o que foi dito sobre Nietszche, quanto o que se dirá ainda sobre Sartre. Para mim, a intencionalidade é o que marca profundamente qualquer discurso. Independentemente da forma, o ato em si deterrmina a conotação de algo a partir do momento em que é jogado no mundo, isto é; exposto a toda a gama de interpretações possíveis. Algumas certamente vão marcar o pensamento, não importando muitas vezes a posição do autor.
Será que Sartre concordaria com isso?
Provavelmente não; por ter vivido com força o séc.XX ele talvez fosse cobrar engajamento político...
Mas por incrível que pareça, Sartre foi um dos que deu muita forma à esse pensamento digamos mais cético, mais indiferente. Dada toda a situação do pós-guerra na França e da necessidade de um embate contra o tradicional ideologismo francês, uma visão justamente mais "cinza" para enfrentar esse arquetipo romântico. Precisamente a leitura que essa geração vai fazer de Hegel e de Heidegger, ou da visão que estes tiveram de Kant e de sua teoria do conhecimento é que vai gerar todo esse ceticismo. Sartre afirma que a condição de um projeto filosófico realista é "que o EU seja contemporâneo no mundo e que a dualidade sujeito-objeto (puramente lógica) desapareça das preocupações filosóficas." Supera pois o problema da verdade, tanto da ótica kantiana quanto da crítica de Nietszche, mas ainda não responde ao cerne da questão como ainda veremos em Camus...

Os comedores de batata

Da expressão:" vai ter que comer muita batata para conseguir!"
Essa tela que retrata toda a simplicidade rústica de camponeses detidos numa liturgia quase formal; foi pintada em 1885 por Vicent Van Gogh, pintor holandes que só teve seu talento reconhecido após sua morte, que ocorreu em 1890, quando envolto em transtornos psiquiátricos ele desfere um tiro contra o próprio peito.
A tela encontra-se no Rijksmuseum Van Gogh em Amsterdan nos Países Baixos.
Sobre a obra declarou o autor; "Quis dedicar me conscientemente a expressar a idéia de que essa gente que, sob essa luz, come suas batatas com as mãos que também trabalhou a terra. Meu quadro exalta, portanto, o trabalho manual e o alimento que eles ganharam tão honestamente." E arremata:"...por isso não desejo que ninguém o considere nem belo nem bom."
Eu não consigo fugir da lógica burguesa. O trabalho é quase sempre rústico, mecânico, diário, grotesco até; mas enfim é o que pode nos proporcionar o luxo, o requinte que torna nossas vidas menos rudes, menos grotescas e dá a suavidade de um deleite que se perderá na memória de um fim de semana...
Eu vou achar belo sim. E mais, dentro dessa minha estética pequeno burguesa eu vou enxergar aqui a metáfora para o que têm sido o meu trabalho; que envolve quase sempre comunidades carentes e pessoas realmente humildes, com poucas condições socio-econômicas; em relação ao meu prazer (por exemplo o vinho, a literatura e a música), que inegavelmente está fora do alcance da maioria das pessoas.
Por isso essa tela me isenta da culpa, alimenta o meu lado egoísta e anti-social a partir do momento que exige como troca a minha doação física e mental por um ideal.

Imagens de hoje no mundo

No Iraque as tropas americanas avançam sobre o que se suspeita ser uma base da Al Qaeda.
Na Palestina, é possível se observar a imagem de um homem refletido no espelho pregado no que restou se uma parede; trata-se do resultado da represália israelense implantada nessa semana.
Assim, no Vaticano o santo Papa só pode mesmo é pedir para que rezem.
Oh mundinho difícil!!

Rugby



Legal esse negócio de blog não? "Pronto, não têm 12 horas desse troço e já tá dizendo blogueiro e coisa e tal, já viu né?"

Mas acabo de ver o jogo em que a França se reabilitou na copa que joga em casa, contra os irlandeses, algo com 28 X 3. Mas o time da Irlanda é bravo pacas...cheguei a postar na ESPN sobre o 3º tempo que a Irlanda ia fazer mas não leram o e-mail não...rs rs rs

Aliás, leram um d'um cara de Vitória que estava montando um time de rugby; as "Máquinas da Morte", diz ainda que jogam como os All Blacks (vestidos de preto ao menos). Seriam esses os adversários para o "Mabec Victória Rugby", o meu time (roxo, azul e preto) ou eu vou ter que contratar esses caras (rs rs rs), bom era unir forças para colocar um time no brasileiro de 2008. Veja como é possível pela foto ao lado jogar um bom rugby sem muita violência.

Allez le Bleus!!!


Château Dauzac Labarde- Margoux
2002
Um cru do Medoc (cuja classificação não admite alterações desde 1855) com muita personalidade, um bouquet floral, ataque leve, corpo suave, com taninos bem resolvidos, longevo no retrogosto algo de ameixas e rosas.
Detalhe: a camisa da França, para dar razão à ocasião!

O Famoso hello

When you said goodbye I say hello...hello, hello...and I don't know why...ytou say good bye when I say HELLO!!
Primeira postagem é isso aí, não têm muito do que falar; o lance é mais para ver como é que ficam as letras sobre o fundo, etc da configuração...
De todo o caso, têm um joginho bom de Rugby daqui a pouco... França X Irlanda. Fui lá no meu iorgut e mudei a fota para uma com a camisa da França decantando um Chateau Margoux (um 5º cru). Allez le Bleus.
Bom vamos lá então: azul é a minha cor!
Ainda posto mais hoje...sure!